Entre as marcas que redefiniram o universo do chá no século XXI, a TWG Tea ocupa um lugar singular. Fundada em 2008, em Singapura, essa maison transformou o chá em objeto de desejo global, com uma abordagem que combina herança colonial, sofisticação estética e ousadia criativa.

O nascimento em Singapura

A escolha de Singapura como berço da marca não foi casual. O país sempre foi um ponto estratégico nas rotas de comércio de chá, especiarias e seda desde o século XIX. Foi nesse cenário de cosmopolitismo que nasceu a TWG Tea (The Wellness Group Tea), com a proposta de criar uma casa de chá de luxo verdadeiramente internacional.

Desde o início, a estética era clara: latas metálicas coloridas e numeradas, embalagens douradas e boutiques que lembram joalherias. O chá seria tratado como alta costura, com blends exclusivos e uma narrativa de sofisticação.

A polêmica do “1837”

Quem visita uma boutique da TWG logo nota a inscrição “1837” nos logotipos e embalagens. Essa data não se refere à fundação da empresa — afinal, a maison nasceu em 2008.

O “1837” é uma referência à fundação da Singapore Chamber of Commerce, criada na era colonial britânica, ano em que o chá começou a ser registrado como item oficial de comércio em Singapura. Essa escolha de branding gerou polêmica: muitos consumidores acreditaram que a TWG era uma casa histórica de quase dois séculos, o que não é verdade.

Apesar da controvérsia, a estratégia funcionou para reforçar a ideia de herança e tradição, criando um elo simbólico entre o presente da marca e o passado do comércio de chá no Oriente.

Uma carta com milhares de opções

A TWG construiu sua reputação não apenas no design, mas também na amplitude de seu portfólio. Hoje, são mais de 800 variedades de chá, incluindo clássicos, chás de origem única, blends exclusivos e coleções sazonais.

Cada criação recebe um número de referência — como se fossem edições de um ateliê de moda — reforçando a ideia de que o chá, ali, é um produto de luxo e de curadoria.

Boutiques e lounges ao redor do mundo

Um dos grandes trunfos da TWG foi expandir-se rapidamente em pontos estratégicos: aeroportos internacionais, shoppings de luxo e grandes capitais como Paris, Londres, Dubai, Hong Kong e Tóquio.

As boutiques impressionam: prateleiras altíssimas cobertas de latas coloridas, balcões dourados, iluminação dramática. Muitos espaços contam também com lounges de chá, onde é possível harmonizar infusões com pratos refinados e pâtisserie.

Visitar uma boutique da TWG é quase como entrar em uma galeria de arte — cada detalhe é pensado para reforçar a aura de exclusividade.

A estética do luxo

A comunicação da marca é exuberante. As campanhas lembram editoriais de moda, os chás são apresentados como peças de coleção, e até os acessórios — bules, canecas, infusores — seguem o mesmo padrão de sofisticação.

O conceito é claro: transformar o chá em objeto de desejo aspiracional, em linha com grandes maisons de moda e joalheria.

TWG Tea hoje

Atualmente, a TWG é presença consolidada em mais de 40 países, com forte penetração na Ásia e no Oriente Médio, mas também crescente presença na Europa e nos Estados Unidos.

A marca é referência de luxo contemporâneo, voltada a consumidores que buscam experiências marcantes, design sofisticado e blends exclusivos que não se encontram em nenhum outro lugar.

Curiosidades que me encantam

  • Fundada em 2008, em Singapura, a TWG é jovem, mas já se tornou referência global em chás de luxo.
  • Oferece mais de 800 variedades de chá, uma das cartas mais extensas do mundo.
  • O número 1837 em seu logotipo remete à fundação da Singapore Chamber of Commerce, não da própria maison.
  • Cada blend recebe um número de referência, inspirado no universo da alta costura.
  • Suas boutiques em aeroportos e capitais globais funcionam como vitrines de luxo, comparáveis a joalherias.
  • A estética dourada e exuberante se tornou marca registrada, elevando o chá ao status de produto aspiracional.

Um novo capítulo na história do chá

A TWG Tea mostra como é possível criar prestígio em pouco tempo quando se alia curadoria rigorosa a uma narrativa de luxo bem construída. Seu diferencial não é o peso dos séculos, mas a capacidade de traduzir a herança do comércio asiático de chá para a linguagem contemporânea da moda e da alta gastronomia.

Ela representa o encontro entre a tradição do Oriente e a estética global do século XXI — uma maison que conquistou espaço ao tratar cada xícara como experiência inesquecível.