Quando se fala em chá de Sri Lanka, logo surge a expressão “chá do Ceilão”. Esse nome atravessou séculos e continua associado à qualidade e ao prestígio dos chás cultivados na ilha. Dentro desse universo, a Mlesna, fundada em 1983, tornou-se sinônimo de sofisticação, conhecida por suas embalagens luxuosas e por tratar o chá como um presente em si.

A origem do “chá do Ceilão”

Até 1972, o Sri Lanka era oficialmente chamado de Ceilão, nome herdado do período colonial britânico. Foi nessa época, em meados do século XIX, que o país se consolidou como um dos maiores produtores mundiais de chá.

Mesmo após a mudança do nome oficial do país, o termo “chá do Ceilão” permaneceu como denominação de origem protegida, reconhecida internacionalmente. Hoje, apenas o chá cultivado em Sri Lanka pode ser rotulado dessa forma, assim como acontece com vinhos e queijos em outros países.

Esse selo de origem é símbolo de qualidade e garante que o chá tenha sido produzido dentro dos rigorosos padrões da Sri Lanka Tea Board, a entidade que regula a produção nacional.

O nascimento da Mlesna

Foi nesse contexto que, em 1983, Anselm Perera, especialista apaixonado por chá, fundou a Mlesna Tea. Seu objetivo era claro: criar uma marca que elevasse a imagem do chá do Ceilão, associando-o não apenas à qualidade da folha, mas também ao refinamento estético.

Desde o início, a Mlesna se destacou por suas embalagens luxuosas — latas decorativas, caixas de madeira trabalhadas e coleções especiais que transformavam o ato de comprar chá em uma experiência de design e colecionismo.

A assinatura da marca

O que diferencia a Mlesna de outras marcas do Sri Lanka é a ênfase no chá como presente sofisticado. Suas latas ilustradas, com motivos florais ou cenas culturais, são tão valorizadas que muitos clientes as colecionam.

Ao mesmo tempo, a marca mantém rigor na seleção das folhas, trabalhando com chás de diferentes regiões de cultivo, como Nuwara Eliya, Uva e Dimbula — cada uma com perfis aromáticos distintos, do mais delicado ao mais encorpado.

A experiência Mlesna

As lojas da marca, conhecidas como Mlesna Tea Centres, são espaços que unem boutique e salão de chá. Ali, os visitantes podem degustar diferentes variedades, escolher entre embalagens refinadas e aprender sobre os terroirs de Sri Lanka.

Além disso, a Mlesna participa ativamente de feiras internacionais e exporta seus chás para dezenas de países, consolidando-se como uma das grandes representantes do “chá do Ceilão” no mundo.

Curiosidades que me encantam

  • Fundada em 1983, por Anselm Perera.
  • Reconhecida por suas embalagens luxuosas, em latas e caixas de madeira decoradas.
  • Trabalha com chás de diferentes regiões de Sri Lanka, como Nuwara Eliya, Uva e Dimbula.
  • Suas boutiques são conhecidas como Mlesna Tea Centres.
  • Representa internacionalmente o prestígio do chá do Ceilão, denominação de origem protegida.

O papel da Mlesna hoje

A Mlesna ajudou a reposicionar o chá do Ceilão como produto de luxo. Em um mundo cada vez mais competitivo, em que marcas globais dominam as prateleiras, ela conseguiu criar um espaço próprio, voltado para quem busca qualidade, tradição e estética.

Quando penso na Mlesna, penso em como Sri Lanka transformou sua herança colonial em um símbolo de identidade nacional, e em como essa marca conseguiu vestir o chá com uma aura de elegância que encanta até hoje.